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Quanto Custa um Corretor de Imóveis em 2026

Percentuais de comissão na venda e no aluguel, exemplos de cálculo em reais e o que dá para negociar.

A comissão do corretor é, na maioria dos casos, o maior custo de intermediação de uma compra, venda ou locação de imóvel — e também o menos explicado. Muita gente só descobre o percentual na hora de assinar o contrato.

Este guia mostra quanto um corretor de imóveis cobra no Brasil em 2026, com percentuais por tipo de negócio, exemplos de cálculo em reais, quem paga a conta e em quais situações há espaço para negociar.

Os percentuais desta página seguem as tabelas de referência dos CRECIs regionais e a prática de mercado em 2026. A comissão final é sempre definida em contrato entre as partes — use estes valores como base de comparação, não como preço fechado.

Como Funciona a Comissão do Corretor

O corretor de imóveis não cobra por hora nem por visita. A remuneração vem de uma comissão calculada sobre o valor do negócio fechado — um percentual da venda ou uma taxa sobre o aluguel. Se o negócio não acontece, em regra não há nada a pagar.

Cada CRECI (Conselho Regional de Corretores de Imóveis) publica uma tabela de honorários de referência para o seu estado. As tabelas orientam o mercado, mas não são preço tabelado: o percentual exato é acordado por escrito no contrato de intermediação, antes de o corretor começar a anunciar o imóvel.

Dentro da comissão estão embutidos os custos do trabalho: fotos e anúncios do imóvel, atendimento e triagem de interessados, agendamento de visitas, negociação da proposta e acompanhamento da documentação até a escritura. Por isso comissões muito baixas costumam vir acompanhadas de menos esforço de divulgação.

Comissão na Venda de Imóveis: Percentuais Praticados

Para imóveis urbanos prontos, o percentual de referência na maior parte do país é de 6% sobre o valor da venda. Lançamentos ficam um pouco abaixo, e imóveis rurais, acima — a venda de um sítio ou fazenda exige mais deslocamento e costuma levar meses a mais.

Tipo de imóvel Comissão usual
Imóvel urbano pronto (casa, apartamento) 5% – 6%
Lançamento / imóvel na planta 4% – 6%
Terreno urbano 6% – 8%
Imóvel rural (sítio, fazenda) 6% – 10%
Imóvel comercial 5% – 8%

Em lançamentos, o percentual total é dividido entre a equipe de vendas da incorporadora e o corretor que levou o comprador — por isso a faixa começa mais baixa. Em cidades menores e no interior, percentuais de 7% a 8% para imóveis prontos ainda são comuns.

Exemplos de Cálculo em Reais

O percentual parece pequeno até virar valor absoluto. Veja quanto a comissão representa em negócios típicos do mercado brasileiro:

Negócio Comissão Valor pago
Apartamento de R$ 250.000 6% R$ 15.000
Casa de R$ 400.000 6% R$ 24.000
Apartamento de R$ 600.000 6% R$ 36.000
Lançamento de R$ 500.000 5% R$ 25.000
Terreno de R$ 200.000 7% R$ 14.000
Sítio de R$ 900.000 8% R$ 72.000

A conta é direta: valor do imóvel × percentual acordado. Numa casa de R$ 400.000 com comissão de 6%, o vendedor paga R$ 24.000 ao corretor no fechamento — normalmente descontados do valor recebido, não pagos à parte.

Comissão no Aluguel: Intermediação e Administração

No aluguel existem duas cobranças diferentes que costumam ser confundidas. A taxa de intermediação remunera o trabalho de encontrar o inquilino e fechar o contrato — é paga uma única vez. A taxa de administração é mensal e só existe se o proprietário contratar a imobiliária para gerir o contrato ao longo do tempo.

Serviço Valor usual
Taxa de intermediação (paga uma vez) 1 aluguel
Administração mensal do contrato 8% – 12% do aluguel
Aluguel por temporada 15% – 30% por reserva

Na prática: um apartamento alugado por R$ 2.500 gera taxa de intermediação de cerca de R$ 2.500, paga pelo proprietário quando o contrato é assinado. Se ele também contratar administração a 10%, pagará R$ 250 por mês para a imobiliária cuidar de cobrança, repasses, vistorias e acionamento de garantias.

No aluguel por temporada, a comissão por reserva é maior (15% a 30%) porque inclui anúncio, comunicação com hóspedes, check-in e limpeza entre estadias.

Quem Paga a Comissão

A regra prática do mercado brasileiro é simples: paga quem contratou o corretor. Na venda, quase sempre é o vendedor — ele contratou a intermediação para encontrar um comprador, e o preço anunciado do imóvel já embute esse custo. No aluguel, a taxa de intermediação é do proprietário.

O comprador só paga comissão em uma situação específica: quando contrata um corretor para representá-lo na busca do imóvel, com contrato próprio. Nesse modelo, o profissional trabalha para o comprador — garimpa opções, avalia preços e negocia contra o lado vendedor.

Atenção a propostas em que o comprador é cobrado por uma comissão que não contratou. Antes de assinar qualquer documento, pergunte por escrito quem paga a comissão, qual o percentual e sobre qual valor ela incide.

Dá para Negociar a Comissão?

Dá, e é mais comum do que parece. As tabelas dos CRECIs são referência de honorários, não preço tabelado — a comissão final sai do acordo entre proprietário e corretor. Alguns cenários dão mais margem de negociação:

Imóveis de valor alto

Em um imóvel de R$ 1,5 milhão, a diferença entre 6% e 5% representa R$ 15.000. O valor absoluto da comissão já é alto, e corretores costumam aceitar percentual menor para não perder o negócio.

Contrato com exclusividade

Quando o corretor tem exclusividade na venda, ele sabe que receberá pelo trabalho se o imóvel for vendido. Essa segurança costuma ser trocada por percentual menor ou por mais investimento em divulgação.

Venda casada de compra e venda

Se o mesmo profissional intermedeia a venda do seu imóvel atual e a compra do próximo, há duas comissões em jogo — e espaço para desconto no pacote.

Imóvel fácil de vender

Apartamento padrão, bem localizado e com preço alinhado ao mercado tende a vender rápido. Menos meses de anúncio significam menos custo para o corretor.

Um alerta honesto: comissão muito abaixo do mercado costuma sair caro. O corretor que aceita 2% ou 3% tende a investir menos em fotos profissionais, anúncios pagos e atendimento — e o imóvel fica mais tempo parado ou vende por menos. Negocie o percentual, mas compare também o plano de divulgação que cada corretor oferece.

Compare Corretores na Sua Cidade

O percentual de comissão e o pacote de serviços variam entre profissionais da mesma cidade. Antes de fechar com o primeiro corretor, converse com dois ou três, pergunte o percentual e o que está incluído. O Achar Corretor reúne, por exemplo, mais de 190 corretores de imóveis no Rio de Janeiro e mais de 179 em São Paulo — com avaliações e contato direto:

Perguntas Frequentes

Qual a porcentagem do corretor na venda de um imóvel?
Na venda de imóveis urbanos prontos, a comissão fica geralmente em torno de 6% do valor do negócio — é o percentual de referência nas tabelas dos CRECIs da maioria dos estados. Em lançamentos e imóveis na planta, o percentual costuma variar entre 4% e 6%, porque parte da comissão é dividida com a equipe da incorporadora. Em imóveis rurais, a faixa sobe para 6% a 10%, já que a venda exige mais deslocamento e leva mais tempo. O percentual exato deve constar por escrito no contrato de intermediação assinado antes do início do trabalho.
Quem paga a comissão do corretor: comprador ou vendedor?
Na prática do mercado brasileiro, quem paga a comissão da venda é o vendedor, pois foi ele quem contratou o corretor para encontrar um comprador. O valor anunciado do imóvel já costuma embutir esse custo. O comprador só paga comissão se contratar um corretor exclusivamente para representá-lo na busca — um acordo menos comum e que precisa estar claro em contrato. No aluguel, quem paga a taxa de intermediação é o proprietário do imóvel.
Quanto o corretor cobra para alugar um imóvel?
A taxa de intermediação de aluguel equivale, em geral, ao valor do primeiro aluguel — paga uma única vez pelo proprietário quando o contrato é assinado. Se o proprietário também contratar a administração do imóvel, a imobiliária cobra entre 8% e 12% do aluguel por mês para cuidar de cobrança, repasses, vistorias e manutenção. Um imóvel alugado por R$ 2.500, por exemplo, gera taxa de intermediação de cerca de R$ 2.500 e administração mensal de R$ 200 a R$ 300. Os percentuais variam por cidade e pelo pacote de serviços incluído.
Posso negociar a comissão do corretor?
Pode. As tabelas dos CRECIs servem de referência, não de preço fixo obrigatório, e a comissão final é definida em acordo entre as partes. Em imóveis de valor alto, a margem para negociar tende a ser maior, porque o valor absoluto da comissão já é expressivo. Contratos com exclusividade também costumam abrir espaço para percentual menor, já que o corretor tem mais segurança de receber pelo trabalho. Desconfie apenas de comissões muito abaixo do mercado: elas podem significar menos investimento em anúncios, fotos e divulgação do seu imóvel.
O corretor recebe comissão se o negócio não fechar?
Em regra, não. A comissão só é devida quando o corretor obtém o resultado do contrato — a aproximação das partes que resulta em negócio fechado. Se o comprador desiste depois de assinada a proposta e o vendedor já tinha aceitado, a jurisprudência costuma reconhecer o direito do corretor à comissão, porque a intermediação se concretizou. Visitas, avaliações e anúncios sem venda não geram cobrança na intermediação tradicional. Por isso, leia o contrato de intermediação antes de assinar: é ele que define quando a comissão passa a ser devida.

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